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Considerando a importância crescente da planta Aloe  vera, à qual se atribuem melhorias na saúde humana como: analgésico, anestésico, antibacteriano, cicatrização, hidratante, amaciador de pele, imuno-estimulante, restaurador de tecidos, para citar apenas algumas das principais características.

Origens
Alguns estudos científicos
Impactos
Tabela de propriedades
Receita de xarope de Aloe
Indústrias em Portugal
Entradas de Aloe vera no PubMed

Tentarei mostrar as propriedades conhecidas, benefícios e malefícios,  actualizando a informação de acordo com minhas possibilidades.
Visando a desmistificação de todo o fenómeno Aloe vera, a fim de permitir um conjunto completo de dados, sobre esta planta medicinal, que é normalmente toldada por informação encoberta e enganadora. 
   
Origens

O nome Aloe vera tem a sua origem provavelmente na palavra árabe Alloeh “substância amarga que brilha”. É um cacto tropical com reconhecido potencial terapêutico numa variedade de ferimentos tecidulares. É usado na medicina tradicional por muitas culturas há milhares de anos, e registado como benéfico no tratamento de problemas como a artrite, o acne, a dermatite; e de feridas como úlceras e queimaduras. O gel natural, o sumo ou os produtos derivados foram usados com finalidades medicinais, cosméticas e para a saúde em geral [1].
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Alguns estudos científicos

Os estudos mostram que o tratamento com Aloe vera resulta num aumento do índice de colagénio no tecido granuloso quando comparado a controlos não tratados. Este aumento pode ser atribuído ao aumento do estímulo provocado pelo Aloe da síntese de colagénio, ou ao aumento da proliferação de fibroblastos que sintetizam o colagénio, ou ambos. Resumindo, tem uma influência positiva no índice e na estabilidade do colagénio de uma ferida, e consequentemente um papel benéfico na regressão da ferida [1, 2, 3].

Também apresenta actividade anti-diabética com o uso de extracto etanólico do gel de Aloe vera,   como anti-oxidante de tecidos, que se verificou na redução do nível de glucose no sangue de ratos diabéticos, impedindo a formação excessiva de radicais livres e seus percursos bioquímicos e reduzindo também uma potencial glicolização enzimática [4, 5, 6].

As propriedades analgésicas, anestésicas, antibacterianas, anti-inflamatório, imunoestimulante, restaurador tecidular são atribuídas aos seus principais constituintes. Os polissacarídeos neutro aloemanano e acemanano apresentam actividades anti-tumorais, anti-inflamatórias e imunossupressoras. Apresentam ainda fracções de glicoproteína para a degradação de bradiquínona, e actividades que estimulam a proliferação celular identificadas na fracção não dialisada do gel de Aloe [7].

Tem também capacidade antioxidante, reduzindo o Fe3+ que pode restringir a interacção do ião metálico com lípidos membranares, evitando danos oxidativos aos lípidos da membrana ou às proteínas [8].
Estudos recentes mostram a actividade anti-tumoral nos tratamentos com Aloe: a habilidade de AE, um derivado herbal da antroquinona com actividade potencial na terapêutica anti-cancerígena, pela indução apoptose, autofagia e diferenciação de células de glioma. A maturação da linhagem astrocitica, mas não a morte da célula, foi pelo menos parcialmente mediada pela interferência da droga com a actividade constitutiva do percurso ERK1/2 nas células de glioma [9, 10].

Em todos os estudos vistos somente um relatório mostrou uma reacção negativa ao extracto do gel, foi um exemplo muito particular de hepatite numa senhora de 57 anos, que pode estar ligado poderia ser ligada ao ingestão de compostos de Aloe barbadensis. A hepatite da paciente regrediu completamente após a interrupção do consumo do extracto [11].

IMPORTANTE: Todos os artigos disponíveis aqui foram encontrados na rede sem cobrança de direitos, não foram portanto desrespeitadas as regras do direito autoral, sendo aqui acessíveis artigos, apenas com acesso livre, para maior conforto dos utilizadores.
Qualquer um interessado nas propriedades desta planta, demonstradas por meio de pesquisa científica, pode acedê-las na rede.
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Impactos

O gel de Aloe vera é relatado como usado extensamente para benefícios médicos tais como ser analgésico, anestésico, antibacteriano e restaurador tecidular.
Melhorando o conhecimento sobre esta planta medicinal, para que este possa crescer, bem como a melhoria dos seus usos e aplicações, esperançosamente incentivará o sequenciamento de seu genoma, e consequentemente o conhecimento das funções das suas proteínas e da sua clonagem.
Como é uma planta de fácil cultivo, e mostrando alguma luz nas suas propriedades pode conduzir a uma substituição crescente de seus usos em relação a caras, o abrasivas e ineficazes drogas farmacológicas. Os produtos baseados Aloe vera podem preencher no  futuro um nicho de mercado totalmente novo no segmento da terapêutica médica e dos cosméticos.
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Tabela das propriedades

Esta é uma tabela com as propriedades mais importantes do Aloe que encontrei:

Planta

Aloe vera



Propriedades principais

Analgésico

Anestésico

Antibiótico

Imuno estimulante

Restaurador tecidular



Compostos principais

Aminoácidos (20 dos 22 a.a., 7 dos 8 essenciais não produzidos pelo organismo)

Antraquinonas

Enzimas (Lipases e proteases, bradiquinase)

Ácidos Gordos(Colesterol, Campesterol, beta-Sisosterol e Lupeol)

Lenhina

Minerais (cálcio, potássio, sódio, manganês, magnésio,
cobre, zinco, crómio e selénio)

Ácido Salicílico

Saponinas

Açúcares (Glucose, manose ou gluco-mananas)

Vitaminas (todos exceptuando a vitamina D)


Usos

Tratamentos

Usos

Tratamentos

Tratamento
do Cancro

cancro da pele

Restauração

de tecidos

abrasões

tumores

manchas de pele

usado após quimio
e radioterapia
para minimizar dor
e náusea

hematomas

usado após
radioterapia
para minimizar
danos nos tecidos

queimaduras

Cosmética

acne

cortes

preparações para
lavagem de olhos

eczema

hidratante

picadas de insecto

champô e sabão

psoríase

regenerador de pele

micoses

amaciador de pele

cicatrizes

estimulante de
crescimento do cabelo

problemas de garganta

úlceras

Problemas
Gastrointestinais

colite

Outros

artrite

problemas de cólon

anemia

obstipação

febre

azia

problemas de fígado

hemorróidas

hérnia hiatal

menopausa

infecções

prurido rectal

obesidade

problemas de estômago

parasitas intestinais

varizes

úlceras

Receita de xarope de Aloe

  • Apanhar as folhas do meio do Aloe, nem as muito velhas nem as muito novas. Colhê-las  de manhã bem cedo, antes que o sol lhes retire as propriedades.
  • Lavar muito bem, e retirar o gel verde contido no interior das folhas. Misturar com a ajuda de uma misturadora.
  • Misturar mel até ser obtida uma cor homogénea.
  • Quem quiser pode juntar um pouco de wisky a gosto para cortar o doce e conservar.
  • O xarope deve ser conservado no frigorifico e consumido até 50 dias.

  • Tome uma colher de sopa antes do pequeno-almoço, almoço e jantar.
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Indústrias em Portugal

Aqui pode-se encontrar informação sobre algumas companhias que trabalham com esta planta em Portugal.

Lusitânia Aloe vera
PortAloe

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Entradas de Aloe vera no PubMed

Com este link pode-se aceder directamente às entradas as mais relevantes do PubMed relacionadas com Aloe  vera. Aqui podem-se ler quase todos os resumos de artigos relacionados, e alguns artigos completos (quando indicado no começo de cada entrada).

Podem-se ainda, encontrar mais informação relevante no Web site Positive Health.
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